Edson Luiz
Em meio aos ataques do presidenciável José Serra (PSDB) à política de combate às drogas do governo, a Polícia Federal (PF) apresentou ontem um relatório preliminar da Operação Sentinela, uma ação permanente da corporação nas fronteiras. Apesar de ser desencadeada em 11 estados que fazem divisa com outros países, o balanço tinha apenas os resultados de alguns deles. Segundo a cúpula da corporação, a apresentação tinha como objetivo mostrar que a ação necessita de recursos do Orçamento de 2011 – que será fechado pelo governo no fim deste mês. O ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, afirmou que seu setor é técnico e que a apresentação de contas não tinha conotações políticas.
Tanto o diretor da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, quanto o ministro da Justiça insistiram que a apresentação, mesmo incompleta, não tinha finalidades eleitorais. “Tudo está dentro de um cronograma”, disse Barreto. Segundo ele, todos os estados, independente de partidos, estão sendo contemplados tanto pela Operação Sentinela quanto pela Polícia Especial de Fronteiras (Pefron), que começou a ser instalada em várias regiões.
“Não há vinculação política”, frisou o ministro.
Corrêa adotou o mesmo discurso, desvinculando a apresentação do relatório às campanhas de Serra e da candidata do PT, Dilma Rousseff.
O diretor-geral da PF reforçou o que também já havia sido dito por Barreto sobre a inclusão da ação permanente no Orçamento.
“Se não mostrássemos os resultados, não poderíamos pleitear o Orçamento”, afirmou Corrêa explicando que, na próxima semana, haverá reuniões sobre o tema entre vários ministérios, incluindo as Forças Armadas. “Tudo está sendo feito na data”, ressaltou o dirigente da corporação.
O diretor da PF se negou a revelar os valores que a corporação vai pedir à área econômica para a Operação Sentinela. “Não quero tornar público (a quantia)”, disse ele, ressaltando que a verba será aplicada a diárias, passagens e na parte técnica.
Corrêa negou que tenha ordenado a paralisação de outras operações em todo o país por causa do corte de recursos. Em ofício às superintendências regionais, a cúpula da instituição determinou que houvesse economia em várias áreas. “O que deveria ser evitado é a realização de seminários, cursos, e congressos.”






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