Djalma Oliveira
Boa parte do funcionalismo federal- cerca de um milhão de servidores – vai ganhar mais liberdade para escolher sua assistência médica. A União vai publicar, nos próximos dias, uma portaria possibilitando que os funcionários de órgãos que têm convênios com planos de saúde de auto¬gestão possam receber em seus contracheques a parcela cor¬respondente à contrIbuição patronal para as operadoras que prestam o serviço.
Atualmente, esse valor é de R$ 65 mensais por pessoa (titular ou dependente), mas será reajustado pa¬ra R$ 72, em janeiro de 2010. Assim, o funcionário poderia juntar essa quantia ao que já desconta mensalmente de seu salário para buscar um plano de saúde no mercado.
Quem fizer a opção, no entanto, terá que atestar, todos os meses, que está pagando a mensalidade de um plano. Para isso, será preciso apresentar um comprovante desse gasto ao setor de Recursos Humanos de seu órgão.
Valores pagos – O principal convênio de plano de saúde do funcionalismo federal é a Geap, que reúne cerca de 700 mil usuários, 161 mil deles no Rio. A operadora cobra as seguintes mensalidades por usuário, in¬dependentemente da idade: R$ 54,50 (plano Geap Referência), R$ 68,01 (Geap Essencial), R$ 80,47 (Geap Clássico) e R$ 115,19 (Geap Saúde). Se somados à contribui¬cão de R$ 65″ que o governo repassa hoje às operadoras, os valores que os servidores te¬riam à disposição para custear um plano por conta própria se¬riam de R$ 119,50, R$ 133,01, R$ 145,07 e R$ 180,19, respectivamente.
A Geap mudou a fórmula de cálculo das contrIbuições e vem aplicando aos poucos 01 novo modelo. A alteração tem gerado polêmica, inclusive com ações na Justiça e órgãos relutando em aceitar as novas condições. Mesmo assim, segundo a assessora de Produtos e Ser¬viços aos Clientes da Geap, Viviane Barreto, não há planos para rever esse sistema.
A perda de clientes este ano não foi maior do que nos anos anteriores – afirmou ela, acrescentando que a mu¬dança será boa porque vai aumentar a concorrência.
Além de dar mais liberdade aos servidores, o governo quer proteger seu pessoal de eventuais rescisões de convênios e de órgãos que não renovarem seus vínculos.






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