A Federação Nacional dos Policiais Federais e o Sindicato do Plano Especial de Cargos da PF se reuniram na tarde desta quarta-feira, 21, com os negociadores do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão para tratar da agenda das negociações. Antes da reunião houve ampla discussão sobre o aprimoramento do protocolo apresentado pelo ministério.
Conforme as entidades, na reunião anterior o MPOG se comprometeu com uma série de questões, que não constaram no protocolo elaborado pelo Planejamento. Diante disso, os Grupos de Trabalho do OPF e de Reestruturação Salarial, apresentaram uma contra proposta logo no início da reunião de ampliação do protocolo. Os debates se sucederam por três horas e meia, no entanto, não houve acordo com os negociadores acerca do conteúdo do protocolo.

O MPOG, porém, se comprometeu, verbalmente, a constar no protocolo a inscrição de nível superior (NS) no próximo caderno nº 58, instituir oficina para fazer o debate acerca de atribuições e do Projeto OPF, discutir a portaria 523/89, que trata ilegalmente (atribuições de um cargo devem ser tratadas em Lei) das atribuições dos cargos da carreira policial federal e dar prosseguimento à discussão sobre a reestruturação salarial.
Como existe uma relação entre os temas abordados, as comissões do OPF e da Reestruturação Salarial foram integradas e trabalharão em conjunto, sob a coordenação da Fenapef. Com isso, fica fortalecida a capacidade de luta frente ao MPOG e encerrado o debate acerca da importância de uma ou outra comissão.

Conforme o presidente da Fenapef, Marcos Wink, é fundamental a manutenção da união da categoria. “O momento é difícil e o governo não pretende definir nossa reestruturação neste ano, pois insiste em levar o debate até março do ano que vem.”
Jones Leal, presidente do SINDIPOL/DF, ressalta que a qualquer momento os policiais podem ter que fazer um movimento em nível nacional. “Para isso, é importante que estejamos mobilizados.”
Nova reunião foi agendada para o dia 29/09, para que se chegue a um acordo e se possa construir uma agenda de trabalho.
Fonte: Agência Fenapef






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