O Sindicato dos Policiais Federais no DF (Sindipol/DF) reuniu policiais em frente ao Ministério da Justiça para reivindicar o fim da terceira classe na profissão. A classificação foi criada pelo Governo Federal, após a realização de concurso público em 2004.
Segundo o presidente do Sindipol/DF, Luís Cláudio Avelar, os candidatos aprovados no concurso de nível superior não sabiam da decisão do Governo e realizaram as provas para ingressar na carreira como policiais de segunda classe. Após cinco anos de serviço, deveriam ser promovidos para a primeira classe. Com a criação da terceira classe, os candidatos aprovados no concurso, que hoje deveriam estar enquadrados como policiais de primeira classe subiriam para a segunda, e trabalhariam por mais um quinquênio para chegar à primeira classe. “O Governo errou ao criar a terceira classe. Criou um problema administrativo dentro da Polícia. Não estamos satisfeitos e há possibilidade de entrarmos em greve”, afirmou Avelar. “Estamos prontos para sentar à mesa de negociações e discutir o problema” completou.
Para o vice-presidente da Associação dos Peritos Criminais Federais, Hélio Buchmüller, o maior problema não é a questão salarial. “O Ministério da Justiça foi injusto ao enquadrar os policiais na terceira classe, que não possui atribuições específicas para a carreira policial”, revelou.
Os policiais criticaram o projeto de Lei, que reestrutura o DPF e concede maior autoridade aos delegados e peritos. Apresentaram uma Proposta de Emenda Constitucional para a reforma do artigo 144 da CF e criação de um novo órgão, composto por agentes, escrivães e papiloscopistas, que atuaria em conjunto com a PF. O Sindipol/DF calcula que existam 500 policiais de terceira classe no DF.






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