A CCJ (Comissão de Constituição de Justiça) do Senado aprovou nesta quarta-feira requerimento de convite para que o ministro Tarso Genro (Justiça) e o diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, prestem esclarecimentos à comissão sobre a Operação Castelo de Areia.
O requerimento, de autoria do senador Romero Jucá (PMDB-RR), foi uma estratégia da base aliada do governo para evitar a convocação de Tarso e Corrêa. Ontem, a oposição apresentou requerimento de convocação dos dois para que prestassem depoimento no plenário do Senado. Com o convite, a convocação perde força.
A oposição ficou irritada com a exclusão de três partidos governistas do relatório final da operação como beneficiários de recursos da construtora -a PF incluiu o DEM, PSDB e o PPS como possíveis alvos de doações ilegais da Camargo Corrêa.
“Isso é indesculpável. Não sei se é o caso de CPI [Comissão Parlamentar de Inquérito], mas temos que apurar o que está por trás disso”, afirmou o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM).
O presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE), classificou de “escandalosa” a operação da PF. “O argumento de que a contribuição recebida pelo PT era lícita não procede. Ela não pode ser mais lícita que a doação recebida por parlamentares do PSDB. A Camargo Corrêa tem um grande volume de negócios com o governo”, afirmou.
Na opinião do tucano, a PF omitiu “relações que não estão claras” entre a construtora e o governo federal. “Nós não pré-julgamos ninguém, mas de uma coisa estamos certos: no momento em que o governo perde prestígio, essa verdadeira marola [Castelo de Areia] ajuda o governo e o PT”, afirmou Guerra.
Para Virgílio, Tarso tem que explicar se atuou em favor de partidos governistas junto à PF. Em reportagem do “Jornal Nacional”, da TV Globo, a PF informou que excluiu o PT, PV e PTB do relatório final da Operação Castelo de Areia porque, em princípio, as transferências foram dentro da lei.
No documento que enviou à Justiça Federal, a polícia elencou como possíveis alvos de doações ilegais pela Camargo Corrêa: PSDB, DEM, PPS, PMDB, PSB, PDT e PP.






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