
Pelo visto, esses ministros ainda não entenderam a nossa disposição de lutar pela reestruturação. A matéria a seguir reflete o pensamento equivocado do governo de que a nossa luta vai acabar porque estamos isolados na greve.
E a avaliação – pasmem! – vem do ministro do Trabalho! É um sinal de que ele é muito desinformado ou a Abin não está passando a informação corretamente.
A greve continua SIM! E a desastrada declaração do ministro da Justiça nos deu muito mais motivação! Colocou mais gasolina na fogueira!
Veja a matéria:
Para ministro, proposta oferecida é boa e Executivo deve manter distância do conflito político
Júnia Gama – O Globo
Na avaliação do governo, o problema na Polícia Federal, uma das últimas categorias em greve, é uma disputa interna, e não a questão salarial. Por esse motivo, o Executivo pretende manter distância da briga entre agentes e delegados e irá apenas “estimular o diálogo”. Caso não consiga desmobilizar o movimento, no entanto, o governo irá “se posicionar”. As afirmações foram feitas nesta quinta-feira pelo ministro do Trabalho, Brizola Neto (PDT), ao GLOBO, após reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, no Palácio do Planalto.
– O governo não se nega a fazer uma discussão sobre a carreira, mas existem dificuldades internas que precisam ser resolvidas. A proposta para eles é boa, não é uma questão salarial. É uma disputa interna, mas é preciso valorizar as carreiras sem afetar a hierarquia da corporação. A equação não é simples – disse o ministro.
Brizola se refere ao movimento de agentes da PF para derrubar o diretor-geral, Leandro Daiello. A queixa dos agentes é de que o diretor-geral não estaria encaminhando as reivindicações propostas para melhoria da carreira. Em julho, o grupo chegou a se manifestar na sede da Polícia Federal e no Ministério da Justiça pedindo a saída de Daiello. Para Brizola Neto, a qualificação da carreira, em que passou a ser exigido nível superior para ingresso, “não implica que seja dissolvida a questão hierárquica”.
Segundo o ministro, a única ação que pode partir do Executivo, no momento, é estimular o diálogo para facilitar o entendimento interno. Caso isso não ocorra, no entanto, o governo pode adotar medidas para forçar a volta à normalidade.
– O governo tem que ter uma proposta para a PF, não para os agentes, nem para os delegados. Estamos estimulando o diálogo para viabilizar o entendimento entre as carreiras. Se isso não for possível, o governo vai ter que se posicionar. Precisamos ter uma polícia funcionando bem, porque é bem remunerada para prestar os serviços.
Para Brizola Neto, o fim da greve em quase 90% das categorias deve provocar um enfraquecimento do movimento na Polícia Federal.
– O Planejamento comprovou que quase 100% das carreiras tiveram ganho real, acima da inflação, nos últimos anos. O refluxo dos movimentos reivindicatórios vai deixá-los desmobilizados. Uma categoria isolada fica sem força para continuar a greve – disse.






Comments are closed.