Nomes dos acusados foram repassados por José Nilson Borges, preso por emprestar a espingarda usada no homicídio de Manoel Mattos, na Paraíba. Sargento Inácio Flávio Pereira, acusado de ser o mandante do crime, também já está detido
A Polícia Civil da Paraíba identificou os dois homens que executaram o advogado pernambucano e vice-presidente estadual do Partido dos Trabalhadores (PT), Manoel Mattos, 40 anos. Os assassinos, que não tiveram os nomes revelados, estariam escondidos na região do município de Pitimbu, no litoral paraibano, onde aconteceu o crime. As identidades dos acusados foram repassadas à Polícia por José Nilson Borges, que está detido e confessa ter emprestado a espingarda calibre 12 utilizada para executar a vítima.
A delegada da cidade, Anny Karoline Carneiro, confirmou que o homicídio foi cometido a mando do sargento reformado da Polícia Militar da Paraíba Inácio Flávio Pereira. “O proprietário da arma contou que emprestou a espingarda para os assassinos, que iriam matar a vítima a mando de Flávio”, explicou. Durante todo o dia de ontem, equipes da Polícia Civil realizaram diligências nas cidades vizinhas a Pitimbu.
José Nilson está detido na Central de Polícia Civil de João Pessoa e o sargento Flávio permanece preso em um batalhão, também na capital paraibana. Segundo a delegada, no dia da prisão José Nilson estava em sua casa, na cidade de Pedras de Fogo – que faz divisa com Itambé (PE) – quando a Polícia chegou.
“Chegamos a ele através de informantes. A espingarda estava enterrada. Perícias já confirmaram que essa arma foi utilizada para matar Manoel Mattos. Por enquanto, José Nilson está sendo acusado apenas de porte ilegal de arma”, afirmou a delegada.
Desde a execução do advogado, na noite do último sábado, as autoridades policiais – Polícias Civis da Paraíba e Pernambuco, além da Polícia Federal – procuraram falar pouco sobre o assunto. Hoje, no entanto, será realizada uma coletiva de imprensa na sede da Secretaria de Segurança e Defesa Social,
Participam da entrevista o secretário Eitel Santiago, representantes da Polícia Militar, o delegado Walter Brandão, que está a frente das investigações, e a procuradora-geral de Justiça, Janete Ismael. Existe a expectativa de que a arma utilizada no crime e os acusados que já estão presos sejam apresentados aos jornalistas.
Eitel Santiago adiantou ontem que está satisfeito com o rumo das investigações. “Estamos trabalhando muito para elucidar esse caso e está tudo correndo da melhor forma possível”, garantiu. O secretário foi o responsável por enviar o comandante da PM, Kelson de Assis Chaves, para buscar o sargento Flávio
MANDANTE
Na ocasião, o policial negou ter sido o mandante do crime. Desde a morte de Manoel Mattos, que assessorava o deputado Federal Fernando Ferro (PT-PE), familiares, amigos e moradores de Itambé, apontam o sargento como o principal suspeito de ser o mandante do crime.
Isso porque, há um mês, o policial teria ameaçado o advogado de morte em uma churrascaria. As ameaças teriam sido presenciadas por diversas pessoas. A Polícia trabalha com a hipótese de vingança, já que denúncias de Mattos teriam levado sargento Flávio a passar mais de três anos preso. O PM é acusado de fazer parte de grupo de extermínio que age entre Pernambuco e Paraíba.






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