Começou, na segunda-feira (21), em Manaus, um encontro de representantes da Interpol, a organização que integra polícias de vários países. Eles discutiram formas de combater crimes ambientais no planeta.
Incêndios em florestas, contrabando de madeira ou de animais silvestres. Patrimônio brasileiro que vira fumaça ou é mandado ilegalmente para outros países. Para combater crimes como desmatamento, a Polícia Federal vem realizando operações como o Arco de Fogo, que em um ano e meio, já prendeu mais de 280 pessoas em quatro estados.
As operações de combate aos crimes ambientais chamaram atenção da Interpol. Pela primeira vez, na América do Sul, é realizada a reunião anual para integração entre as polícias e troca de experiências. Noventa policiais de 35 países estarão reunidos em Manaus até sexta-feira.
Para o chefe do Programa para Crimes Ambientais da Interpol, David Higgins, quando o assunto é natureza, é fundamental o trabalho integrado.
Na abertura da reunião, o Ministro da Justiça Tarso Genro anunciou que 90% dos aprovados no concurso da Polícia Federal vão trabalhar em postos de fiscalização na Região Amazônica. E que serão construídas 14 bases para as operações do avião comprado em Israel que dispensa piloto e fiscaliza crimes com a ajuda de imagens aéreas.
“Nós temos 35 países, de cinco continentes, trabalhando conosco e ajustando relações de colaboração. Esse combate aos crimes contra a vida selvagem são crimes, em maior número, transnacionais”, declarou o ministro da Justiça, Tarso Genro.






Comments are closed.