Na tentativa de esfriar as pressões pelo seu afastamento, retomar as atividades regulares da administração e demonstrar que ainda tem condições de permanecer no cargo mesmo com a saída de alguns partidos da sua base aliada, o governador José Roberto Arruda promoveu ontem a primeira reunião com seu secretariado após a denúncia de que estaria envolvido em um esquema de arrecadação e pagamento de propina. Desde que a operação da Polícia Federal foi deflagrada, Arruda já perdeu 12 secretários e seis administradores regionais.
O desfalque foi provocado com a saída de seis partidos da base após as denúncias. Assim que a operação Caixa de Pandora, da PF, foi acionada, Arruda afastou dos cargos José Luiz Valente (secretário de Educação), José Geraldo Maciel (secretáriochefe da Casa Civil), Fábio Simão (chefe de gabinete) e Omézio Pontes (assessor de imprensa do governo do DF), que também são suspeitos de participação no suposto esquema de corrupção. O governador também exonerou o secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa, que foi o delator do esquema.
Após a reunião com o secretariado ontem, Arruda anunciou a antecipação do pagamento do salário de dezembro aos servidores do governo local e o pagamento em parcela única da gratificação por “risco de vida” aos policiais militares e bombeiros. A antecipação salarial dos funcionários do Distrito Federal, entretanto, não é novidade.
Nos anos anteriores, o governo já tinha adotado o pagamento antecipado. Com isso, os salários de cerca de 45 mil funcionários deve ser depositado na próxima sextafeira. Os servidores das áreas de Saúde, Educação e Segurança, contudo, vão receber seus salários somente em 5 de janeiro, uma vez que, segundo o GDF, grande parte dos recursos para essas áreas vêm da União.
(Com agências)






Comments are closed.