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jan 11

FEDERAL ATACA, CIVIL VÊ ACIDENTE – Jornal do Commercio/PE

  • 11 de janeiro de 2011
  • Notícias

Por: Eduardo Machado e João Valadares

Falando em nome dos policiais federais, o presidente do sindicato da categoria, Marcelo Pires, classificou, na tarde do dia 06, a ação da Polícia Civil como imprudente e violenta. Ele criticou os policiais civis por não terem prestado socorro às vítimas e ainda descaracterizarem o local onde o agente federal foi morto. A operação da Polícia Federal estava praticamente encerrada no momento em que surgiram os policiais. Já chegaram atirando. É inconcebível que isto ocorra. Tive a informação de que, mesmo quando outros policiais federais chegaram e foram se identificando, eles continuaram disparando.

Marcelo Pires destacou outro erro. Após o tiroteio, a arma do policial morto foi recolhida pelo delegado que vinha logo atrás. Por que ele não isolou o local? Por que não prestou socorro às vítimas? Mesmo que fossem bandidos dentro do carro, os policiais tinham obrigação de levá-los ao hospital. A vida deve ser preservada. Essas questões precisam ser respondidas. O presidente do Sindicato dos Policiais Federais de Pernambuco disse achar improvável que o policial Jorge Washington Cavalcanti, 57 anos, tenha atirado nos policiais civis.
 
Ele tinha 32 anos de polícia. Era um policial experiente. Não agia de forma precipitada. Só um exame, realizado para identificar resíduos de pólvora nas mãos, pode atestar isso. Os peritos federais acompanharam o exame no Instituto de Medicina Legal , comunicou.
 
Marcelo Pires criticou a falta de comunicação entre as polícias. Ficou claro que faltou comunicação entre os dois órgãos.
 
DESABAFO
 
O presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol), Cláudio Marinho, disse que não é momento de apontar culpados e crucificar as pessoas. Estou respeitando o desabafo. Os policiais federais estão muito consternados com tudo o que aconteceu. Mas não é momento de ficar apontando falha de um lado e falha do outro. A dor é grande. Houve um erro, um acidente de trabalho. Para Marinho, só o inquérito policial pode apontar o que realmente aconteceu. Não estou dizendo que os policiais civis estão certos. A gente está tratando de uma situação em que a pessoa tem frações de segundos para tomar uma decisão. Há uma descarga de adrenalina muito forte. Não houve intenção.
 
O sindicalista comunicou que não existiu descaracterização do local. Isso não ocorreu. A arma foi recolhida e entregue, por meio de ofício, à Polícia Federal. Se for para ficar apontando falha neste momento, poderíamos questionar o motivo de os agentes federais colocarem um taxista no meio de uma operação policial. Por que expor a vida de um cidadão comum? Mas não é hora para isso, afirmou.

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