Trabalhadores de universidades federais desafiam o governo e continuam paralisação em todo o País
À medida que se aproxima o dia 31 de agosto, data da votação do Orçamento para 2012, cresce o risco dos servidores do Executivo Federal ficarem sem aumento de salários no ano que vem. Vendo o tempo passar sem que o governo formalize uma proposta de reajuste salarial para o ano que vem, a categoria vai cruzar os braços, amanhã, em todo o País, à espera do que o governo tem a oferecer.
CONCENTRAÇÃO
Em Brasília, a categoria bate o ponto no bloco C da Esplanada dos Ministérios, onde ficará concentrada até o final da reunião em que o secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva, anunciará a proposta do governo a dirigentes da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef).
A negociação entre trabalhadores e governo teve início ainda no mês de abril, mas pouco avançou desde então. “É muita conversa e pouca ação”, diz o diretor de Imprensa e Divulgação da Condsef, Sérgio Ronaldo, em referência ao estilo do governo na condução das negociações. “A inércia do governo em apresentar alguma coisa consistente tem incentivado a categoria a se mobilizar e pressionar”, observa.
A paralisação nacional de amanhã é apenas uma amostra do que está por vir na próxima semana, quando o Fórum Nacional de Entidades pretende colocar 20 mil servidores públicos de todo o País num mega acampamento de três dias na Esplanada dos Ministérios. “Nosso desafio é dialogar com a sociedade, convencer os trabalhadores da necessidade de mobilização pra gente não ficar em 2012 com o salário congelado como está acontecendo agora em 2011” , alerta Sérgio.
O fórum finaliza os preparativos para as atividades dos dias 23, 24 e 25 próximo, com atos no Congresso, Ministério do Planejamento e Palácio do Planalto, entre outros locais.
Fonte: Jornal de Brasília






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