A força dos sindicatos diferentemente do que alguns pensam, não está nos seus diretores, mas sim na categoria. A executiva conforme o próprio nome demonstra, executa e transforma em atitudes objetivas, o desejo da base filiada. Quando os representantes se esquecem de consultar a categoria e consequentemente atender suas expectativas, esse engano se reflete em derrota e desmobilização.
Falta de participação, descrédito e revolta nada mais é, do que um reflexo da omissão ou das ações sem representatividade por parte do movimento sindical. Aliás, deve-se observar na essência a diferença entre os conceitos de REPRESENTAÇÃO E REPRESENTATIVIDADE.
A primeira existe a partir da eleição e do estatuto, que dá a entidade o direito, bem como o dever de representar. Porém quando essa representação se dá de forma particular, sem democracia e sem consulta ao pensamento da base, que pode ser efetuada de variadas formas, a conseqüência é a desastrosa falta de representatividade, refletida e já demonstrada.
A luta de classes é um fenômeno objetivo e a falta de ideologia culmina na ausência de atitudes e conquistas, além do perigoso peleguismo “chapa branca”. As ações que se transformariam em conquistas, devem sempre ser buscadas de forma a atender o coletivo e nunca o interesse particular. As formulações teóricas podem e devem existir, porém com objetividade e estratégia construída em bases sólidas.
Existe uma conexão universal, onde tudo é causa e tudo é efeito, portanto é fundamental uma reavaliação do movimento sindical e de alguns atos dos sindicalistas, bem como daqueles que se julgam os donos da verdade, com suas atitudes pífias e suas constantes omissões em momentos difíceis e delicados.
Partindo-se da premissa de que é legítima a livre concorrência, tanto no mercado como no campo ideológico, assim também da defesa dos interesses e ideais, aquele que melhor atuar irá consequentemente alcançar os melhores resultados.
Por que os delegados representam a classe dominante e os demais apesar da luta, não conseguem modificar as regras do jogo? Mais de vinte anos se passaram desde que a Carta Magna permitiu em nosso meio a sindicalização e até hoje, apesar de inúmeras mudanças na estrutura física e no campo financeiro, com relação a luta de classes e níveis de ocupação do poder as relações estão piorando a cada dia.
Os sindicatos estaduais assim como o SINDIPOL/DF apesar da força e atuação já demonstrada ao longo de uma série de situações, não possuem legitimidade para resolver ou atuar no interesse da categoria de modo geral, mas tão apenas nos assuntos locais. Os temas estruturais como carreira, Lei Orgânica e os demais assuntos coletivos ficam a cargo da federação nacional.
Primeiramente então deverá o servidor do DPF esperar que os 27 presidentes de sindicatos se reúnam e tomem uma decisão. A partir daí, caberá a Fenapef, que nesse modelo, é o único ente com o direito a propor ações nacionais, tanto na esfera judicial ou administrativa, cumprir a decisão e começar a agir.






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