Após 40 dias presos na Policia Federal, acusado de tentar subornar uma testemunha, o ex-governador do DF José Roberto Arruda revela uma preocupação política curiosa, para quem já anunciou o fim de sua carreira. Ele tem enviado carta de próprio punho a ex-colaboradores agradecendo o “apoio e amizade”. Evita ataques a adversários e não faz “mea culpa”: diz ter sido destituído pela “inveja” e pela “cobiça”.
Marcas
Na carta manuscrita aos amigos e antigos auxiliares, Arruda diz confiar nas “marcas do nosso trabalho e do nosso amor por Brasília.”
“É o Estado remunerando a política de determinados partidos”
Presidente em exercício da OAB, Alberto Machado, sobre o uso de cargos em comissão
Com fundos
Aos poucos Arruda retoma a rotina de homem comum. Estes dias foi visto em uma agência da Caixa sacando seu fundo de garantia.
Embaixadas reagem à criminalidade
Após um funcionário ter sido agredido e seu carro roubado na porta da embaixada da Austrália, em Brasília, a Diretoria Regional de Segurança no Exterior do consulado da Inglaterra em São Paulo preparou um manual com “dicas” de como diplomatas da “commonwealth” (países de origem britânica) devem se comportar. Recomenda “ficar longe das favelas” e cuidados na entrada e saída de recintos e onde estacionar.
Querer é poder
O governador do DF, Rogério Rosso, não será mesmo candidato: “Não bastam as pressões, é preciso querer. Eu não quero, não devo”, disse.
Fingindo-se
O Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República e a Receita Federal continuam sem responder à grave acusação de quebra de sigilo fiscal de militares do Exército, incluindo três generais da ativa.
O serpentário
São escassos os eleitores de José Serra entre diplomatas brasileiros: além da ameaça de entronização do embaixador aposentado Rubens Barbosa como ministro, o tucano tem fama de não gostar do Itamaraty.
Mais uma
Lula sancionou ontem a lei que autoriza a instalação de salas de aula em presídios. É a sétima lei do senador Cristovam Buarque (PDT-DF).
Você já sabia…
O governo confirmou a informação publicada nesta coluna, domingo (23), sobre a recusa do presidente americano Barack Obama em visitar o Brasil. Lula o queria aqui em setembro, plena campanha eleitoral.
…quer distância
Confraternizando com autocratas e tiranos, como o venezuelano Hugo Chávez e o iraniano Ahmadinejad, Lula se queimou e acabou também queimando o filme do Brasil. Obama agora quer distância do ex-“cara”.
Cuidado, elas atiram
O consulado inglês também avisa que em São Paulo e no Rio há gangues de crianças armadas capazes de atirar “sem provocação”.
Polícia ‘daqui não saio’
Encafifado com “Postos Cenográficos (ex-Comunitários) de Segurança” da PM-DF, que ignoram chamados da população, um diplomata recém-chegado do Canadá não perdeu a saborosa piada: “Os canadenses têm a Polícia Montada, e em Brasília criaram a Polícia Sentada”.
Escolta até o carro
Desde o incidente na embaixada australiana, no dia 19, um guarda acompanha até o carro funcionários que trabalharem até a noite.
Sujeira bem informada
Há meses índios emporcalham a Esplanada dos Ministérios, em frente ao Ministério da Justiça, e ninguém ousa retirá-los dali. Seu líder mora em uma casa em Sobradinho. Têm até informante, segundo órgãos de segurança: Kleber Buzatto, do Conselho Indigenista Missionário (Cimi).
Eficiência perdida
Já era a eficiência do Batalhão Barão de Rio Branco, da PM-DF: a embaixada da Austrália pediu ao Itamaraty reforço na segurança.
Mandou, não chegou
Os Correios no fundo do poço: uma estudante que mora em São João Del Rey (MG) mandou por Sedex produtos Natura para a mãe e, vinte dias depois, não chegaram em Santos (SP). A ECT confessou o “extravio” e prometeu indenizar a cliente em R$ 76. Ela gastou R$ 163.






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