Abin apura uso de arquivos de fotografias pornográficas em computadores próprios A Corregedoria da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) vai investigar a conduta dos servidores que usaram computadores da instituição para arquivar conteúdos pornográficos. O material com cenas de sexo explícito foi descoberto na perícia feita pela Polícia Federal no inquérito que investiga o vazamento de informações durante as investigações da Operação Satiagraha, deflagrada Dassié, do MP: computadores guardam dados sobre Operação O anúncio da investigação interna foi feito ontem no início da noite em nota oficial divulgada pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI), a quem a agência é subordinada. A Abin criticou o “fato de documentos sigilosos de inquérito que tramita sob segredo de Justiça serem amplamente divulgados na imprensa”. Revelado na edição de ontem do jornal O Estado de S. Paulo, o conteúdo obsceno, alvo de um procedimento interno já aberto pela Abin, foi encontrado em computadores da agência do Rio de Janeiro. Segundo o procurador Roberto Dassié Diana, coordenador do grupo de controle externo da atividade policial no Ministério Público Federal O MP encaminhou o relatório da PF sobre os arquivos pornográficos à corregedoria da Abin e ao ministro do GSI, Jorge Félix. Trajetória de Protógenes Equipamentos analisados pela PF mostram passos de Protógenes Os parlamentares decidiram se movimentar. Um dos que também receberam o relatório, o presidente da Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência (CCAI) do Congresso, senador Heráclito Fortes (DEM-PI), deve reunir o colegiado na terça ou quarta-feira da próxima semana para analisar o documento, lacrado num cofre, e decidir quais providências tomar. “É um fato que causa surpresa e constrangimento”, afirmou o senador, classificando o fato como “grave”. “Não tenho a menor dúvida que é preciso aumentar o controle sobre a Abin”, declarou ele. 
Os equipamentos que estão sendo examinados pela Polícia Federal mostram toda a trajetória do delegado Protógenes Queiroz, responsável pela Operação Satiagraha, dentro da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Constam arquivos de outras ações da PF, mas há pastas onde existem relatórios relacionados às operações de inteligência. Dos 64.217 arquivos encontrados dentro de um dos computadores, 6094 foram classificados como documentos, 7.007 são gráficos e 47 multimídia, que estão sendo analisados pela PF atualmente.
Cerca de 100 arquivos estão criptografados, e não puderam ser examinados pelos peritos do Instituto Nacional de Criminalística (INC). Nos arquivos que estão sendo abertos constam um documento identificado como “memorando da Abin ref. Visitas DPF Protógenes na SERJ/Abin – datas e locais”, que se refere a todos encontros que o delegado teve na agência.
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