Os delegados Renato Porciúncula e Emmanuel Balduíno, comandantes do setor de Inteligência da Polícia Federal durante a gestão do ex-diretor Paulo Lacerda, tentam na Justiça brecar uma investigação interna contra eles por suposto vazamento da Operação Navalha. Realizada em
Os dois policiais protocolaram mandado de segurança na 13ª Vara Federal de Brasília para tentar suspender o processo administrativo nº 021/2008, que está sob a responsabilidade da Corregedoria-Geral da PF. A investigação foi aberta em outubro do ano passado, a pedido do juiz federal da Bahia Durval Carneiro Neto. O magistrado foi o primeiro a comandar no Poder Judiciário o inquérito da Navalha, antes de o caso ser transferido para o Superior Tribunal de Justiça (STJ), em 2006.
Durante as investigações, Porciúncula e Balduíno pilotavam a Diretoria de Inteligência (DIP) da PF. Assim que a operação foi deflagrada, em maio de 2007, vieram à tona denúncias do vazamento de informações – uma dessas suspeitas recai sobre o ex-número 2 da corporação, delegado Zulmar Pimentel, denunciado pelo Ministério Público Federal e hoje na Interpol.
O juiz baiano soube que a contra-inteligência policial reunira dados de que o magistrado também teria sido um dos responsáveis por vazar detalhes do inquérito. Carneiro Neto nega que pediu à PF para investigar os dois delegados, que se eximem de qualquer responsabilidade.
Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa da PF informou que a investigação da Corregedoria – um processo administrativo disciplinar – está em andamento e corre sob sigilo. A 13ª Vara Federal de Brasília intimou as partes para decidir sobre o futuro da apuração.
A investigação interna da PF contra Porciúncula e Balduíno é mais um exemplo da complexidade do caso. A Navalha rendeu o maior processo criminal em número de réus – 59, no total – que tramita em tribunais superiores, conforme mostrou o Correio na edição de ontem.
Porciúncula está à disposição do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, após ter sido exonerado do cargo de assessor especial da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), posto que ocupava desde o fim de 2007 com a ida de Lacerda para o órgão.






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