
Não se pode falar em segurança sem que exista a possibilidade de garantias de que se pode acreditar nas promessas, que deveriam estar baseadas em atitudes e não apenas em falatório repetitivo e que não mostra a realidade da intenção da mudança.
Vez por outra porém, o povo consegue melhorar sua auto-estima com atitudes que partem da sociedade civil organizada, mas que comove as autoridades públicas e essas são compelidas a mostrar o resultado prático da vontade política de mudar para melhor.
A população brasileira, de modo geral, sempre sofreu com a falta de apoio e com o sentimento de abandono das instituições governamentais. Esse é um ponto que faz parte dos discursos eleitorais há muito tempo, mas que apesar da evolução das relações ainda não saiu dos corações.
Diariamente constatamos provas dessa infeliz imposição à sociedade que clama por mudanças. Poucas são as propostas sólidas que podem ajudar em muito a melhorar a qualidade de vida, principalmente dos menos favorecidos.
O trabalhador sempre esquecido começa a poder contar com reais chances de evolução. A Câmara dos Deputados pelo menos começa a discutir algo que rondava os travesseiros de quem se sentia explorado pelos patrões e não via a expectativa de reconhecimento e o direito à chance de ser valorizado em sua dedicação.
Apesar de não ter sido ainda definitivamente aprovada a redução da jornada de trabalho, sem reduzir os salários, mas essa é uma grande conquista dos sindicatos e conseqüentemente dos trabalhadores.Ainda não se definiram as regras finais, mas pelo menos se suscita o debate: Qual é o certo? Viver para trabalhar ou trabalhar para viver?
Pelo menos as mães e pais poderão, além de descansar um pouco mais, tomar conta de suas crianças, acompanhando seu desenvolvimento e orientando suas atividades, para que não fiquem jogadas a própria sorte, ouvindo conselhos de quem nada tem de útil a dizer.
Somente conseguiremos realmente sentir a sensação de segurança quando todos os fatores externos estiverem interagindo. Sabemos em primeiro lugar, que segurança pública não é caso de polícia, mas sim caso de Estado, ou seja, saúde, educação, família, religião, emprego, salário e dignidade. A polícia é apenas a última das ferramentas do sistema.
O aparato policial somente começa a agir quando todas as outras peças falharam e age apenas, normalmente, depois do crime já ocorrido. Chega então para reprimir, pois também não possui estrutura para prevenir. A prevenção quem deveria fazer é a máquina estatal em parceria com a família e sociedade em geral.
Esperamos sempre o resultado prático da satisfação das necessidades do cidadão e temos certeza que apesar das dificuldades, sempre aconteçam as mudanças e evoluções tão aguardadas por todos.
Apesar do fantasma da crise mundial que abalou fortes economias em todo o mundo, o Brasil conseguiu segurar a balança comercial e de forma incrível continua a crescer. Fenômenos à parte, poderemos cair de novo, por conta das proximidades das eleições que carregam as obras ilusórias, as promessas e a tentativa da compra de votos.
Com a economia mais balanceada, faltam ainda muitos investimentos sociais. Tudo indica que com os programas assistenciais do atual Governo e com a fome não mais batendo às portas dos menos favorecidos, se volte a discutir os princípios da inclusão social e a real implementação de políticas públicas
Quando conseguirmos a real cidadania que virá acompanhada de dignidade, certamente conseguiremos um futuro melhor para as crianças que serão os “donos” do mundo, com chances de ficarem longe da violência das ruas e desamparo das instituições públicas.
Muito há que ser feito, mas os primeiros passos já estão sendo dados. Existe mais transparência, os Órgãos de segurança e informação estão trabalhando com interatividade, políticos corruptos estão sendo desmascarados e apesar das dificuldades, o povo começa a enxergar novas lideranças surgindo e trazendo de volta a esperança na limpeza política com a implementação de regras éticas e que sustentem o sonho de liberdade e igualdade social.
De qualquer forma, apesar das possibilidades futuras é preciso ainda melhorar a qualidade da educação brasileira. Políticos que apostam na ignorância do povo, estão sendo desmascarados e temos certeza que o voto em 03 de outubro será o fator decisório no início da mudança.
CLÁUDIO AVELAR
Presidente do Sindicato dos Policiais Federais
Bacharel em Direito e Administração
Especialista em Direito Público
Apresentador do Programa de TV SEGURANÇA.COM CIDADANIA
twitter/claudioavelardf






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