Ex-assessor de imprensa do GDF espera ter conhecimento do teor do inquérito
silêncio foi a opção adotada por Omézio Pontes, ex-assessor de imprensa do Governo do Distrito Federal, no depoimento que deveria prestar à Polícia Federal ontem. Acusado de participar do suposto esquema de formação de caixa dois investigados pela Operação Caixa de Pandora, Omézio preferiu utilizar da prerrogativa de permanecer calado.
Ele chegou à Superintendência da Polícia Federal acompanhado de advogados, com quase uma hora de antecedência do horário marcado. Depois de entrar para o depoimento, permaneceu no local por cerca de 15 minutos. Na saída do prédio da PF, não falou com a imprensa, por re-comendação do advogado.
A justificativa apontada por Thomaz Gonçalves de Oliveira, advogado de Omézio, é de que ele aguarda o conteúdo do processo para que possa se defender. “Nesse momento, o que a gente quer é conhecer as provas”, afirmou, acrescentando que é necessário saber as acusações que recaem contra o cliente.
SEM INFORMAÇÃO
O pedido, segundo o advogado, foi feito ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), no último dia 29 e não há, até o momento, a informação se o pedido foi deferido ou não.
O advogado reiterou que a ausência de Omézio ao depoimento na última semana se deu por erro na comunicação da Polícia Federal e que, então, esta foi a primeira vez que ele foi intimado. A informação foi confirmada pela assessoria de comunicação do órgão, que disse que o erro foi causado por um problema de informática.
Adailton Barreto, ex-assessor de imprensa da Secretaria de Educação do DF, também tinha depoimento marcado para a tarde de ontem, mas não compareceu. Os advogados de Adailton apresentaram um atestado médico para justificar a ausência do depoente. Barreto aparece em vídeo recebendo maços de dinheiro que somavam R$ 60 mil. Omézio também aparece nas gravações e seria, segundo Durval Barbosa, o res-ponsável pela captação e distribuição do dinheiro.






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