A Rio+20 ocorre em meio ao furacão de uma greve generalizada dos servidores, orquestrada para a semana que vem. Agora, os sindicatos estão em um dilema: até que ponto é válido realizar atos de protesto que tumultuem um evento tão importante para o país?
A Condsef já encaminhou orientações a todas as entidades filiadas para se empenharem em enviar servidores de todo o país para um ato unificado durante a Rio +20, marcado para o próximo dia 20.
Mas nem todas as categorias concordam. O Sindifisco, por exemplo, que fez operação padrão por 48 horas no início da semana, prometeu manter as delegações internacionais e tudo que envolva o evento livre das manifestações.
Oficialmente o sindicato afirma que este é um gesto de boa-fé para preservar imagem do país. A postura veio após um apelo do governo. É uma faca de dois gumes: um ato durante a Rio+20 certamente tem potencial de dar visibilidade internacional às reivindicações dos servidores e pressionar por uma resposta do governo.
Mas o tiro pode sair pela culatra. Basta lembrar o caos aéreo nas férias de dezembro de 2010. Naquele ano, a paralisação de aeronautas e aeroviários causou tanto prejuízo e transtorno aos passageiros que a pressão recaiu sobre os sindicatos, em vez dos patrões. No fim, a mobilização foi um fiasco.
E o risco não é só esse. “Imagina se a Dilma leva para o lado pessoal”, brincou um dirigente do Sindifisco. (Fonte: Blog do Servidor)






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