Tema encerra série de debates públicos promovidos este ano pelo JBr
Mariana Sacramento
O aumento no consumo de drogas em todos os cantos do País, principalmente do crack, que já provou o seu poder devastador em pessoas de todas as faixas etárias, foi a motivação para a realização de mais um debate entre autoridades, especialistas e ex-usuários de entorpecentes.
Para encerrar a série de discussões públicas promovidas ao longo de 2009 pelo Jornal de Brasília, foi realizado, ontem, no auditório do UniCeub, o fórum O Distrito Federal na Guerra Contra as Drogas .

Autoridades, especialistas e ex-usuários participaram da discussão no auditório do UniCeub
Para o editor-chefe do JBr, Jorge Eduardo Antunes, a empresa jornalísticas precisa se colocar na linha de frente dessa “batalha dura contra as drogas”. “O objetivo do fórum é abrir a discussão, não para codificar perdas, mas para dar luz a essa questão”, disse o jornalista, na abertura do evento.
O primeiro painel abordou o comportamento do dependente químico na sociedade e seus reflexos na administração pública. Participaram desse debate o promotor do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) José Theodoro Corrêa de Carvalho, o presidente do Sindicato dos Policiais Federais no DF, Luís Cláudio da Costa Avelar, a psicóloga comportamental Geane Santos e um membro dos Alcoólicos Anônimos, que manteve a identidade preservada.
PROBLEMAS SOCIAIS
O membro do Ministério Público ressaltou os problemas sociais relacionados ao vício. Como geralmente o dependente químico, pela dificuldade em se manter lúcido, não trabalha, começa a roubar as coisas dentro de casa para conseguir dinheiro e manter o vício. “Com o passar do tempo, esse indivíduo passa a praticar crimes mais graves, como sequestros, roubos a bancos”, alertou o promotor José Theodoro.
Ele chegou a configurar a sua argumentação citando o crime da 113 Sul, que resultou na morte do advogado José Guilherme Villela, 73 anos, de sua mulher, Maria Carvalho Mendes Villela, 69, e da empregada do casal, Francisca Nascimento da Silva, 58. “Devido à brutalidade dos assassinos, certamente eles estavam sob o efeito de drogas”, disse. Já, o presidente do Sindicato dos Policiais Federais no DF, Luís Cláudio da Costa, falou da falta de investimento do Estado em políticas públicas de prevenção e em tratamento.
Na segunda apresentação, foram abordados os caminhos para reabilitação e a reinserção na sociedade. As debatedoras Daniela Ramos, da ONG Transforme, e Geane Santos falaram do processo de internação e integração dos dependentes químicos. O evento foi encerrado com a participação de membros dos Narcóticos Anônimos, que mostraram o trabalho desenvolvido pela irmandade e relataram experiências de frustrações e vitórias sobre a compulsão pela droga.






Comments are closed.