A 2° Vara da Fazenda Pública do Distrito Federal determinou a indisponibilidade dos bens do ex-deputado distrital Júnior Brunelli (PSC) e da atual deputada distrital Eurides Brito (PMDB), investigados no chamado escândalo do mensalão do DEM, do ex-governador José Roberto Arruda (hoje sem partido). Segundo informações do Tribunal de Justiça do DF, dois são acusados de participação no esquema de distribuição de propina denunciado pela Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal: Brunelli teria recebido, de 2006 a 2009, um total de R$ 5, 5 milhões, e Eurides Brito, R$ 4,3 milhões.
O juiz da 2° Vara da Fazenda Pública, Álvaro Luis de A. Ciarlini, aceitou, em caráter liminar, ação do Ministério Público local. A decisão determina o bloqueio e a imediata indisponibilidade de todos os bens e direitos dos dois, assim como das empresas nas quais figurem como sócios, direta ou indiretamente, inclusive em imóveis. O bens citados ainda envolvem veículos, aeronaves e embarcações.
As denúncias que derrubaram o ex-governador José Roberto Arruda foram feitas por Durval Barbosa, ex-secretário de Relações Institucionais do Distrito Federal. A deputada Eurides Brito apareceu em vídeo recebendo recursos e colocando o dinheiro dentro de uma bolsa. Brunelli também aparece em vídeo. Durval denunciou todo o esquema.
Segundo o magistrado, “estão presentes os requisitos legais para o deferimento da cautelar, a fim de ressalvar a futura e integral indenização, ao Erário, dos danos perpetrados em virtude das pretensas condutas ilícitas dos requeridos”.
Leonardo Prudente, outro ex-deputado acusado de envolvimento no esquema, já teve seus bens bloqueados.






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