Após várias rodadas de discussões, negociações e reuniões, de promessas do Diretor-Geral e do Ministro da Justiça em resolver o problema do reequadramento, o SINDIPOL/DF teve acesso ao processo arquitetado dentro do DPF, buscando modificar as regras do jogo e aniquilar as pretensões justas dos novos policiais federais.
O sindicato de Brasília descobriu a farsa. A administração do DPF, depois de dizer que concordava com a reivindicação solicitando ao Ministério da Justiça e Planejamento que providenciasse a mudança, sem ninguém saber, faz nova argumentação propondo encerrar o pleito da categoria modificando apenas o tempo de permanência na classe, ao invés de retificar a nomeação.
Em seguida, demonstrando a estratégia de conluio, a AGU emite parecer concordando com o DPF e o Ministério da Justiça, na pessoa de um consultor do ministro, que por acaso é filho de um delegado federal, chega ao cúmulo de, valorizando a atitude, propor até elogio em folha de assentamento funcional pelo bom trabalho realizado. “Esse fato demonstra um tipo de atendimento a um serviço encomendado”, ressalta o Presidente do Sindipol/DF Cláudio Avelar.
O GDF reconheceu o erro e retificou o ato de nomeação, acertando o problema e reequadrando os policiais civis de Brasília na segunda classe. No caso do DPF, os policiais foram iludidos, pois o Diretor-Geral disse que o problema seria resolvido e que faltariam pequenos ajustes que passariam no “pacote da Lei Orgânica”, no qual faria parte o atendimento das reivindicações corporativas, tabela salarial, atribuições de nível superior, e finalmente, o reenquadramento dos novos federais.
Essa infeliz situação a que os policiais são submetidos, apenas demonstra a necessidade de articulação, pois nada até hoje foi alcançado com facilidade. Lutas, mobilizações, greves e ações judiciais, enfim, somente unidos e demonstrando a insatisfação conseguimos as sofridas vitórias.
De acordo com Presidente do SINDIPOL/DF, Cláudio Avelar, “o momento é de crise: ponto eletrônico (sem o devido descanso), remoções sem provimento, perseguições, opressão, Lei Orgânica injusta, e agora, por fim, a traição aos novos policiais federais, que antes mesmo de começarem a trabalhar foram rebaixados”.
Deve ser lembrado que o Ministro da Justiça concordou com o parecer contrário às reivindicações da terceira classe, em documento datado em 02 de julho, sendo que em solenidade ocorrida dentro da sede do Sindicato dos Policiais Federais do Rio Grande do Sul, o Ministro Tarso Genro, pessoalmente, apesar de proferir discurso motivador e conciliador, na tentativa de apaziguar os ânimos, fez questão de demonstrar sua simpatia pelos servidores do órgão, mas esqueceu do fato, omitindo a mudança de planos do Ministério para com os federais.
A Diretoria do sindicato avisa e lembra que se os policiais desejam se valorizar deverão estar mobilizados e coesos, pois caso contrário, a classe dominante do DPF, aqueles que se julgam donos e patrões, transformarão de vez os policiais federais em seus vassalos.






Comments are closed.