Apelidado de ponto eletrônico, o Registro Eletrônico de Frequência está gerando muitas dúvidas e descontentamentos, o que inicialmente é compreensível, uma vez que representa o novo. Sai do habitual, do cotidiano para adaptar-se a um novo estilo.
Não é possível ignorar as mudanças. Quando elas são ruins devem ser combatidas. Quando elas são boas devem ser apoiadas e aperfeiçoadas.
No caso do ponto eletrônico ele não é de todo ruim, mas da forma como está sendo instituído dentro do DPF, deve sofrer várias correções.
A começar pela subjetividade que foi entregue às chefias. Aumentaram mais ainda a sua onipotência. Basta ler os parágrafos do artigo 7º da portaria 386/01.07.2009-DG/DPF. Onde ficam os critérios basilares da Administracão como a objetividade, a impessoalidade e a publicidade? Querem que vire um clientelismo barato de coação e favores?
Outro erro foi o tratamento igualitário. Serviço de polícia é diferente dos demais no serviço público. Há policiais que executam trabalhos diferenciados, em face do princípio da oportunidade. Portanto, devem ter um tratamento justo e adequado.
O Sinpofesc, a Fenapef e todos os demais sindicatos estão atentos e vão contribuir para melhorar esta nova realidade na PF.
Jose Carlos Nedel Fagundes é presidente do Sinpofesc






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