Em palestra na Comissão Especial que trata da Lei Orgânica da PF, na Câmara Federal, o representante do Sindicato da Polícia Federal do Estado do Acre, Flávio Werneck Meneguelli, disse que o termo família não existe na Polícia Federal. O que existe hoje é uma cizânia no Departamento de Polícia Federal.
Flávio Werneck apresentou dados de uma tabela retirada do SLM – Setor de Lotações e Movimentações do DPF, que mostra o êxodo dos agentes, escrivâes, papiloscopistas e administrativos da PF.
De 1994 a 2002 saíram (por vários motivos) 266 servidores, entre agentes, escrivães e papiloscopistas; e, 88 administrativos. De 2003 a 2009 (com quatro concursos no período) saíram 2.112 servidores (APFs. EPFs e PPFs) do órgão. ” Isso não ocorre em nenhuma família saudável, em nenhum órgão saudável do país”, arrematou Werneck.
Segundo Flávio Werneck, os editais de concursos de 2004 apresentaram na sua totalidade 2.993 vagas para agentes; 907 para escrivães; e, 333 para papiloscopistas federais. Saíram nesse mesmo período 1.568 agentes; 453 escrivães e 91 papiloscopistas, ou seja, 52% do concurso para agentes está em aberto; 50% continua em aberto para os escrivães e 27% para os papiloscopistas.
Além de Flávio Werneck, falaram na Comissão os convidados: Antonio Maciel Aguiar Filho, Presidente da Federação Nacional dos Profissionais em Papiloscopia e Identificação;: Joel Zarpelo Mazo, Presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia Federal no DF; e, Márcio Ponciano da Silva, Escrivão de Polícia Federal, Representante do PORTAL PFNET.
Fonte: Sinpofesc






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