Persecução Criminal foi a principal pauta da reunião realizada ontem, 31/05, entre o vice-presidente do Sindipol/DF, Flávio Werneck e o presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República – ANPR, Alexandre Camanho.
Werneck iniciou a reunião parabenizando o Procurador e deixando abertas as portas do Sindipol/DF para a ANPR, dando ênfase à necessidade de estreitar os vínculos dos policiais federais com o Ministério Público. “Temos que ter visão de unidade. A PF e o MPF devem trabalhar em conjunto para a diminuição dos índices de criminalidade e impunidade no país”, ressalta.
Camanho, que tomou posse como presidente da Entidade há pouco mais de duas semanas, pretende auxiliar na construção de novo modelo de Persecução Criminal no Brasil. “Me considero um parceiro da Polícia Federal”, afirma.
Ambos concordaram que o modelo de Segurança Pública no Brasil é arcaico e prima pela burocracia e competição entre os Órgãos, quando, na verdade, deveriam ter como base a cooperação.
Werneck presenteou o Procurador com o livro “Inquérito Policial no Brasil”, e afirmou que é necessário o acompanhamento da evolução social por parte dos operadores da persecução criminal. “Hoje, a polícia investiga com base em depoimentos de testemunhas. É um método arcaico, defasado. Temos que modernizar e democratizar as entidades policiais no Brasil”, conclui.
PEC 34/2009 – A Associação encaminhou ao presidente do Senado, nota técnica relativa à PEC 34/2009, que busca acrescentar ao artigo 144 – § 9º da Constituição Federal o instituto da compensação securitária. A proposta visa permitir a concessão de gratificação remuneratória de risco de vida aos policiais, remunerados por subsídios.
Para a ANPR, a proposta deve ser acolhida nos termos do seu texto original, tendo em vista que está baseada em parecer da Organização Mundial de Saúde, que considera a atividade policial insalubre, perigosa e geradora de imenso estresse. “Faz-se urgente e necessário o reconhecimento do valioso serviço público prestado pelos policiais, às custas, muitas das vezes, de suas próprias vidas”, destaca o presidente da Associação, Alexandre Camanho.
Fonte: Agência Sindipol/DF






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