Hoje 23/04 às 15h acontecerá uma reunião com o secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva, que receberá as entidades representativas da Polícia Federal e Polícia Civil de Brasília, onde foram convidados pelo secretário para compor a mesa de negociação.
O presidente do sindicato de Brasília, Cláudio Avelar, já informou ao presidente da Fenapef, Marcos Wink, que não estará presente nesta reunião. O Sindipol/DF discorda da postura assumida pelas entidades da PC e demais representantes da PF, que tentam impor aos policiais federais a manutenção da dominação do poder pelos delegados, independente da capacitação e qualificação técnica.
Enquanto os policiais civis, que são maioria, não construírem uma relação estruturada numa carreira única, não haverá valorização do potencial técnico mantido no atual sistema, onde prevê que a PC será chefiada por um delegado de carreira.
Na PF não existe carreira de delegado. Não existe carreira de agente. Na verdade, não existe carreira nenhuma, que é a grande luta do movimento sindical.
A bandeira do sindicalismo da Polícia Federal é pela incrementação das atribuições para os cargos, privilegiando a técnica e a qualidade, diferentemente de como acontece atualmente, pois o único método é o político, a indicação subjetiva, o favorecimento pessoal e a manutenção do “poder pelo poder”.
Deve ser lembrado que, o Sindipol ofereceu ajuda e parceira ao SINPECPF, mas que a própria diretoria do sindicato dos ADM rejeitou, preferindo negociar de modo isolado, se negando inclusive a mobilizar a base em conjunto.
Sendo assim, a negociação da Fenapef e dos sindicatos filiados deve acontecer em momento separado das polícias civis e demais representantes da PF, que possuem sentimento separatista. Enquanto não lavarmos a roupa suja internamente e fazer os devidos acertos consensuais não poderemos negociar com o Governo em conjunto.
Os policiais civis preferiram negociar com delegados e peritos federais, então que se reúnam com eles, não vamos permitir que nos usem para conseguirem a manutenção do “status quo” atual. “Queremos mudança, reconhecimento e valorização, enquanto os outros defendem a carreira jurídica de delegados e isonomia com o Ministério Público. – Essa luta não é nossa, então não contem com a nossa carona”, disse Cláudio Avelar.
A convocação para a mobilização já decidida e aprovada para os dias 28 e 29 de abril, continua marcada, nesse momento apresentaremos o resultado da reunião e esperamos ser positivo. No caso de retrocesso, seremos obrigados a endurecer o movimento.






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