O governo se atrapalhou na operação para abrigar Paulo Lacerda como adido em Lisboa. A nomeação de Lacerda como adido saiu numa edição extra do Diário Oficial de 29 de dezembro. Mas o cargo de adido policial em Lisboa ainda não existia.
Só no DO do dia 2 de janeiro saiu publicado, em texto cifrado, que Lula aceitara, no dia 30 de dezembro, um dia depois da nomeação de Lacerda, a “exposição de motivos número 236” do Ministério da Justiça.
Essa “exposição de motivos” era exatamente o ato que criava a adidância em Lisboa.
A publicação um dia depois da nomeação vai, segundo policiais federais atentos ao caso, contra princípios constitucionais da impessoalidade e a moralidade. E já há entidades de classe interessadas em entrar com ação contra a União.
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