
Policiais presentes à palestra da Dra. Maria Helena (Foto: Erickson Andrade)
Nesta segunda-feira, 10, policiais federais, em greve há 35 dias, participaram de uma palestra de prevenção ao suicídio. A exposição ficou a cargo da Dra. Maria Helena Omena e aconteceu nas tendas armadas em frente à Superintendência Regional da Polícia Federal, onde os grevistas estavam concentrados.
Além de marcar o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, a palestra teve como objetivo orientar os policiais a lidar com as situações de pressão a que são expostos, como assédio moral, perseguições e brigas internas. Segundo o presidente do Sindicato dos Policiais Federais no Distrito Federal, Jones Leal, a situação no Departamento de Polícia Federal é alarmante. ''Nos últimos dois meses, três policiais federais se suicidaram somente no Distrito Federal. A Polícia Federal não oferece nenhum tipo de acompanhamento ao policial'', denuncia.
O Sindipol/DF disponibiliza a prestação de serviços de psicologia para realização de atendimentos e acompanhamentos de psicoterapia aos sindicalizados, seus dependentes filiados e funcionários. A assistência inclui: preparação para aposentadoria individual ou em grupo; palestras; avaliação para manutenção do porte de arma para o servidor aposentado e visitas domiciliares.
O atendimento será realizado na sede do SINDIPOL/DF, no período vespertino das terças e sextas-feiras, sem ônus para o sindicalizado. Para fazer uso desses serviços, o interessado deverá ligar diretamente para o SINDIPOL/DF e solicitar o agendamento.

Conselhos úteis:
Segundo especialistas do SAMU, listamos abaixo alguns sinais que podem ser apresentados por pessoas em risco de tirar a própria vida. Acreditamos que poderão ser úteis no cotidiano dos policiais federais.
– Abandono de amigos e/ou atividades sociais.
– Perda de interesse em atividades que antes traziam prazer.
– Não conseguir assumir as responsabilidades diárias.
– Apresentar estado emocional alterado ou instável (agitação, irritabilidade, descontrole ou agressividade).
– Ter um plano de suicídio estruturado.
– Adotar comportamentos de risco, como consumo de álcool e outras drogas.
– Falar sobre morte ou sobre morrer.
Confira também algumas frases classificadas pelo Samu como de alerta:
– 'Eu preferia estar morto'.
– 'Eu não posso fazer nada'.
– 'Eu não aguento mais'.
– 'Eu sou um perdedor e um peso para os outros'.
– 'Os outros vão ser mais felizes sem mim'.
O Samu listou ainda dicas para ajudar pessoas em risco de cometer suicídio:
– Criar proximidade com a pessoa sem se colocar em risco.
– Tentar estabelecer uma relação de confiança.
– Procurar escutar sem fazer juízo de valor.
– Demonstrar interesse em ajudar.
– Permitir que a pessoa expresse seus sentimentos.
– Tentar perceber se existe um plano de suicídio.
– Nunca deixar a pessoa sozinha e procurar envolver outras pessoas (familiares e amigos).
– Encorajar a pessoa a procurar ajuda profissional.
– Caso avaliar risco de suicídio, ligar para o 192.






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