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Os Agentes, Escrivães e Papiloscopistas da Polícia Federal farão, nesta terça-feira, 11, às 9h, uma manifestação em frente à sede da Embaixada Americana. A presença dos policiais federais brasileiros tem cunho solidário às 2.753 pessoas mortas no atentado às Torres Gêmeas.
Entre os mortos, estavam 411 integrantes das equipes de resgate: o Departamento de Bombeiros de Nova York perdeu 343 homens, enquanto a Polícia Portuária contabilizou 37 vítimas e o Departamento de Polícia, 23. Além disso, oito paramédicos morreram no atentado ao WTC.
Transporte – O Sindipol/DF avisa que disponibilizará um ônibus que sairá às 8h30min da concentração em frente à Superintendência Regional, passando às 8h45min pelo Edifício-Sede, no Setor de Autarquias Sul.
O movimento começa a ser intensificado e esta segunda-feira foi marcada pela adesão de muitos colegas que ainda não haviam comparecido à concentração porque estavam viajando, em férias ou licenças – além de outras razões. “O nosso movimento está cada dia mais forte e, por isso, tem surpreendido muita gente que apostava na nossa desmobilização. Já está provado: juntos, seremos imbatíveis!”, exalta o presidente do Sindipol/DF, Jones Leal, que aguarda a incorporação de outros policiais nesta terça-feira.
A luta – Os policiais federais estão em negociação há mais de 900 dias e, por isso, não aceitaram o índice de 15,8% que apenas prevê a reposição da inflação para os próximos três anos. ''Nós não queremos aumento de salário, nós queremos a reestruturação da carreira, conforme estamos tratando há quase três anos com os negociadores do governo'', destaca Leal.
Entre outras reivindicações dos policiais federais de todo o país estão a saída imediata do diretor-geral Leandro Daiello, pelo exacerbado corporativismo com a categoria dos delegados e a abertura de concurso para a contratação de mais policiais. Os Agentes também estão insatisfeitos com os cortes de verbas para operações policiais e o “sucateamento” da instituição, o que tem registrado sensível e preocupante redução dos índices de produtividade da Polícia Federal.
Reestruturação – As mudanças na estrutura da Polícia Federal dependem do reenquadramento dos cargos de Agente, Escrivão e Papiloscopista na tabela de nível superior, numa simples e descomplicada equiparação às demais carreiras de Estado, como auditor da Receita Federal ou a de oficial da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Apesar de serem reconhecidos como nível superior pelo governo e do concurso exigir terceiro grau, os Agentes Federais percebem salários de nível médio em seus contracheques.






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