
Infelizmente no dia a dia de muitas de nossas famílias impera a realidade do cruel mundo das drogas e faz com que a rotina dos lares seja avassalada pela dura certeza de um futuro incerto. Famílias inteiras são praticamente dizimadas por conta do mal das drogas. E a falta de entendimento do que está acontecendo consequentemente dificulta a busca de soluções que possam minimizar o problema.
A droga é um mal, desnecessário, e que alguns tentam mascarar. E apesar de toda a polêmica, ainda consegue sobreviver e está nas casas, nas escolas, nos bares e em todos os cantos. Sendo assim, os usuários acabam por se marginalizar, apesar da demagogia em torno da liberação do uso.
De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), um terço de todo o dinheiro que circula no mundo é proveniente do Comércio das drogas. Portanto, é um segmento fortíssimo no meio social e com participação em negócios de Governos, políticos, empresários etc. Prisões já ocorridas demonstram essa estatística.
Existe apenas um outro negócio mais rentável do que as drogas, a indústria das armas, que muitas vezes é parceira e moeda de troca. Ou seja, armas são compradas com o dinheiro das drogas e da mesma forma, drogas são adquiridas com dinheiro proveniente do comércio de armas, que por sua vez, está inserida na indústria da guerra. Por outro lado, devemos lembrar que assaltos a bancos, seqüestros e outros crimes são financiados pelos narcotraficantes que cobram comissões fazendo girar a roda financeira do comércio clandestino das drogas.
Até aqui falamos do problema abordando o quadro genérico em que a droga está inserida. E que apesar de todos saberem existir, não é sentido com facilidade, pois é oculto ou disfarçado. Porém, se percebe que esse mal está refletido nas casas dos cidadãos, de todas as classes sociais. É nesse ponto que a coisa aperta e só assim sentimos na pele o problema que, em muitos casos, não tem solução.
Quando um pai de família descobre que o filho é usuário de uma droga, muitas vezes acaba banalizando a situação, por achar que o mal poderia ser coisa passageira ou moda de adolescente. No entanto, quando há uma trágica mudança de comportamento familiar, queda no rendimento escolar e afastamento da própria família, é que se descobre que o problema é mais sério do que se pensava. Mas com o mal instalado, o pai percebe também que o tempo passou e não mais conseguirá conversar, negociar e por fim não descobrirá um meio para salvar a cria dos lobos do tráfico.
No momento em que começa a retirar coisas de casa para vender ou trocar por droga, a família já dá claros sinais de desestrutura, e aquele menino ou aquela garotinha linda, já estão brutalizados e não mais atendem aos apelos. O relacionamento dos pais piora e os filhos drogados, doentes e viciados, muitas vezes entram no mundo do crime, saindo dos pequenos furtos domésticos e passando para o mundo das ruas. São crianças doentes sofrendo as conseqüências da violência, se prostituindo, assaltando ou fazendo o que for preciso para conseguir dinheiro.
DIFEREÇAS SOCIAIS
Os mais ricos, até conseguem manter o vício dos filhos para evitar que se envolvam em outros crimes ou para que não vendam seus corpos. Porém, os menos favorecidos, não conseguem, e então a violência chega de forma mais ostensiva e com a dor mais forte.
Crianças entorpecidas não conseguem mais dar o valor às instituições, família, religião, escola e amigos. Todos perdem, e as drogas ganham. Pois a porta de entrada para esse mundo cruel é enorme e está sempre aberta. Mas a porta de saída, não é fácil encontrar. Com o vício, os dependentes são jogados em uma realidade que, em princípio seduz, mas com o passar do tempo, vai acabando com os sonhos e com a luz que antes brilhava. São crianças levadas para a escuridão da realidade.
Como sair dessa infeliz existência? Amor, Deus, igreja, polícia, clínica de recuperação, grupos de auto-ajuda? Difícil escolha, pois todas são exigem muito sacrifício e demandam a participação da família e amigos. Ainda assim, os resultados são lentos e nem sempre proveitosos. Qual a solução? Força de vontade e abdicação. Todos têm que assumir que a droga prejudica, e os que se entregam, muitas vezes não conseguem resistir. Acabam viciados e fazendo girar essa roda do mal.
Quando vimos alguém sob o efeito de drogas, notamos que não está normal. Aliás, essa é a definição de droga: “qualquer substância quando introduzida em um organismo vivo, altera uma ou mais de suas funções”.
A maconha é tida como a primeira droga, pelas suas características. É um vegetal utilizado por algumas tribos indígenas. Por isso, diz-se que é uma droga natural. Até poderia ser, se os traficantes não adicionassem produtos químicos para conservá-la, pois como qualquer planta, irá apodrecer. O amoníaco é um produto muito utilizado e alguns plantadores, para economizar dinheiro na conservação da droga, urinam em cima da maconha que está secando. A urina contém amônia e dessa forma promove uma transformação no mecanismo da erva que aumentará o prazo de validade.
Ainda sobre a maconha, existe um mito de que não vicia. Mentira, pois além de viciar, gera tolerância, ou seja, com o uso repetido, o organismo necessita de mais quantidade para produzir os efeitos iniciais.
O Lança-perfume, droga liquida volátil, normalmente é utilizada por inalação. O resultado é o ataque direto ao sistema nervoso central, atacando os neurônios, que como todos sabem, são células que quando mortas não se regeneram. Estimulante no início, produz reação rápida, com efeito também rápido. Portanto, gera a necessidade de uso repetido para a produção de resultado. Os efeitos provocados pelo lança perfume são a ressaca, dores de cabeça, desmaios e prejuízos ao sistema nervoso central. A apresentação dessa droga é em tubos de vidro transparente com líquido incolor.
O carnaval está chegando e se preparem! É a época em que ocorrem as maiores apreensões, pois é quando existe o maior consumo. São dias de festa em que dizem que “vale tudo”. É quando mais se consome lança-perfume, que é uma das drogas sazonais, ou seja, aquelas que em certas épocas são consumidas em maior quantidade.
Da mesma forma como o ecstasy, muito consumido em festas, por acelerar o nível de agitação nas pessoas e nas mulheres em especial, provoca também o aumento da libido. Em contrapartida, no homem diminui a capacidade sexual e por isso é associado a outras drogas do tipo do Viagra e Cialis, por aumentarem o apetite sexual. A mulher quer transar e o homem apenas se agitar. Outro efeito é o aumento da temperatura corporal, por isso o grande consumo de água. E o pior são aquelas pessoas que misturam o ecstasy com álcool. O resultado é catastrófico.
DICA DE SEGURANÇA:
Carnaval, multidão, bebedeira, tumulto, engarrafamento.
Saia com pouco dinheiro. Deixe seu carro em casa ou em estacionamentos seguros. Ande de táxi ou de preferência em grupo evitando locais desertos e com pouca iluminação.As mulheres não precisam de jóias – é carnaval, basta uma roupa leve ou fantasia. Relógios, cordões e pulseiras são dispensáveis nesse evento popular. Beba com moderação e não se esqueça dos bafômetros.
(*)Presidente do SINDIPOL/DF, Sindicato dos Policiais Federais no DF – Bacharel em Administração e Direito, especialista






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