
Velório do perito Maurício Júnior, em Paulista (PE): polícia fará reconstituição do momento da explosão
Foto: Julio Jacobina/DP/D.A Press
A Superintendência da Polícia Federal do Amazonas trabalha para concluir em tempo recorde a investigação sobre as causas da explosão na sede da entidade, em Manaus, ocorrida na última sexta-feira e que provocou a morte de três peritos. Segundo a PF, o trabalho deve terminar em uma semana.
Ontem, a equipe de seis profissionais especializados em explosivos, que viajou de Brasília para a capital amazonense, passou o dia recolhendo objetos e escombros no laboratório do Serviço Técnico Científico, local onde ocorreu a explosão. Uma reconstituição do momento do acidente será feita com esses objetos.
Os peritos estavam tentando abrir com um maçarico um cilindro que conteria drogas, quando houve a explosão. O perito que sobreviveu, Marco Antônio Motta Ferreira, está recebendo tratamento psicológico para que tenha condições de depor.
A perícia no laboratório foi iniciada ainda na tarde de sábado, logo após o desembarque dos especialistas, que viajaram para a capital amazonense junto com o diretor-geral da PF, delegado Luiz Fernando Corrêa.
Enterro
Ontem de manhã, foi enterrado no cemitério Morada da Paz, no município de Paulista, na Região Metropolitana do Recife, o corpo do perito pernambucano Maurício Barreto da Silva Júnior, de 37 anos, que morreu no local da explosão. Durante o sepultamento, amigos e familiares prestaram várias homenagens ao perito, que era casado e tinha uma filha de 4 meses.
De acordo com o policial federal Lehi Sudy, responsável pelo traslado do corpo de Manaus para Recife, Maurício – que foi transferido para Manaus há um ano e sete meses – era um “profissional muito experiente”. Abalados, os familiares não quiseram dar entrevistas. Um grupo de amigos, que estudou com Maurício na faculdade, fez questão de destacar o “comportamento solidário” do perito.






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